Universo F.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

E havia reflexões futuras na face e nas mãos
numa ilha esverdeada, em um homem primitivo
era o futuro refletido
parecia familiar, mas novo estava um prédio na rua, as crianças tiveram algo a ver
parecia que o espírito estava saindo, vermelho como um marcador
então minha tribo, com minha faca, separamos o coração da vida solitária
eu vi os modelos de piso de madeira no fundo da poeira havia um líder
alguém estava caminhando sobre o piso, transformou-o do carvalho para o cedro
ele pode antever a situação, enrolei um cordão em volta do meu dedo
na florestas com os jovens, não espero ser o vencedor mas contanto que eu sinta que eu sou sonhador, meu coração é fósforo, o mar rola e a morte redobra, emerge a superficie mas não quebre meus meus ossos
fora do rastro e fora das tuas mãos, em um novo plano, é o preço por estar perdido, eternamente numa pele vazia,
pálida e fria
se é bom ou se é fortuna não sei dizer, mas as peças se juntam por uma certa razão
suas armas não podem nos enxergar
há um oceano à minha porta e um dia eu valorizarei o rastro de sangue e a margem limpa
e lembrei-me como era estar sozinho à luz do sol, completamente sozinho.
posted by F. at 20:35

sábado, 26 de julho de 2008

Será que vocês não entendem? EU PRECISO V O A R!
posted by F. at 23:56

quinta-feira, 24 de julho de 2008

carta pra a tristeza

Tristeza, você sempre foi minha mais fiel companheira
você de que todos querem fugir, nas suas músicas altas, sorrisos falsos, aparências e futilidades, entendo a sua solidão.
fique comigo, com sua ausência talvez não aprendesse o significado de muitas coisas, não teria me tornado alguém forte, alguém livre e alguém orgulhoso.
só não te coles muito em mim, dê espaço para os outros sentimentos também, não seja egoísta, me visite de vez em quando, mesmo quando estiver chovendo ou uivando o vento lá fora, te espero.
Obrigado.
posted by F. at 19:36

terça-feira, 22 de julho de 2008

Ainda estou me encontrando, cada dia um pouco mais, querendo escutar o eco da voz que existe dentro de mim,
para abrir os caminhos pelos quais eu ainda não percorri. Hoje ouvi dizer que ser poeta é escrever sobre o
sentimento do mundo, não somente os sentimentos individuais, mero egoísmo de todos, inclusive o meu. Pra
mim o mundo chora e há muito tempo apaixonou-se pela sua tristeza, se fez literalmente azul, buscando aqueles

desejos,
sonhos
e a criatividade

de uma criança
que não completou
sete anos
ainda.
posted by F. at 20:21

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Mantendo a real, o amor, o ódio e o tesão sempre.
posted by F. at 02:50

quarta-feira, 16 de julho de 2008



Vou-lhes contar uma historinha: era vez um menino que estava se sentindo só, muito só, sentia falta do calor de uma companhia prazerosa, de adicionarem visões de mundo interessantes, tranquilidade, e re-encontrou uma menina, magrinha, manhosa e não largou mais dela., os dois se aventuraram, compartilharam segredos, risos, lamentações, passos de dança, cigarros, cantaram nas ruas com copos de vinho na mão, se perderam, ficaram doidões, se divertiram demasiadamente, mas o tempo parecia ser ainda muito curto e os ponteiros sempre corriam cada vez mais velozes, entretanto a curiosidade do menino de conhecer ainda mais aquela menina sempre foi evidente, ela nasceu pra fascinar, mas todos personagens desses historinhas, principalmente as de amor, tem entre-meios e destinos afugentados, ela vai partir daqui um dia, para outro lugar, um lugar que ela vai estar concerteza em boas mãos também, porém o menino já imagina como vai ser díficil andar pelas mesmas ruas pelos quais andaram e estar compartilhando momentos bons e ela não estar lá, mas vai continuar sempre cuidando dela, de onde for e mesmo que não vá na mala, vai estar em um lugar muito mais seguro e eterno.

Ps. não queria que isso soasse como carta de despedida, mas como todas cartas de despedidas contém promessas de amor também, prometo nunca esquecer do teu sorriso, nunca esquecer de como tu pegava na minha mão e a segurava tão firme, de como tu cantava e se gabava dizendo o quanto era afinada, de me chamar de atentado, do teu olhar de sapeca, de ouvir tu desprezando o meu cigarro mentolado (..)
por fim, t. a.


posted by F. at 00:21

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Maldito seja eu por encontrar a margem
uma praia que não tem mais ondas
onde a gente pudesse esmagar plantas pra pintar minhas paredes
e eu não vou tentar lutar nessas guerras de final de semana
estava eu? eu estava muito indisposto pra banhar
ou pintar ou escrever ou tentar uma mudança
agora eu posso atirar pra matar meu almoço
planos de batalhas instantâneas escritas na calçada
misticismo mental em um carro de metal
eu posso ampliar o som da luz e do amor
cada confusão investida foi um ganho
não podíamos usar mais computadores
é difícil ganhar a não ser que você esteja entediado
e talvez você tenha que planejar as guerras de finais de semana
tento partir meu coração dirigindo até Arizona
poder ser que leve uns 100 anos pra crescer um braço
sentarei e escutarei o som da areia e do frio
coração de diamante retorcido, sou um guerreiro de final de semana
minhas previsões são as únicas coisas que eu tenho
eu sou uma maldição e eu sou um som
quando eu abro minha boca
há uma razão para que eu não ganhe
eu não sei por onde começar.
posted by F. at 15:37

domingo, 13 de julho de 2008

Eu adoro escrever frases curtas, por mais que não transpareçam quase nada quando sozinhas, um borrão.
mais quando postas juntas tem sentido pra alguma coisa, sabe?
Só quero me expressar, entendam ou não, brincar com as palavras, quem sabe tirar certas coisas de mim, pois quando presas são um pouco torturantes, estou bem e mesmo que não estivesse, recusaria à ficar triste.
Expôr isso para todos é uma forma de compartilhar, até identificar-se. Cada um interpreta do jeito que quer, é um direito, porém nada pra mim é uma coisa só, são muitas, nada é pouco quando o mundo é o meu mundo.


posted by F. at 18:22

domingo, 6 de julho de 2008

Invade meus pensamentos mesmo sem ter permissão
Queria que tu deixasse ao menos eu ver as outras luzes da cidade
Quanto mais eu tento expressar, ao menos que um pouquinho, não consigo, acho muito
para pouco.. privacidade.
posted by F. at 22:54

sábado, 5 de julho de 2008

Mini-férias
Super aceito convites para fazer algo durante essas duas semaninhas, delícia!
Sim, passei direto
Sim, 4º semestre de publicidade & propaganda me aguarda.
posted by F. at 12:57

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Para o delírio, porta aberta
Para o êxtase asa-delta, pleno ar
Para o espaço estandarte, puro hélio.
posted by F. at 22:06

Sempre pedi por coisas simples na minha vida.
Honestidade, sinceridade, respeito, e de fato, verdades.
É nessa hora que eu me penso: será que é ser exigente demais?
Sinto falta disso, valores nas pessoas tão grandes como os meus.



posted by F. at 04:43

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Segundos

Apenas por esse momento desejo não desejar mais nada.
Sem mais.

posted by F. at 21:06

quarta-feira, 2 de julho de 2008

E essa vontade que não passa?

De escrever, de expressar, de contar, de teletransportar, de compreender, de fumar, de comer, de beber, de beijar, de abraçar, de mudar, de sumir, de escapar, de ficar, de sair, de alguém, de selvageria, de sossego, de chorar, de rir, de aprender, de esquecer, de viver, de morrer, de criar, de gritar, de destruir, de penetrar, de dançar, de mecher, de sonhar, de sentir (..)

Ahhhhhhhhhh.
posted by F. at 09:00